Canal Celta: A Batalha do Monte Capitólio

29.7.07

A Batalha do Monte Capitólio


A resistência

A ocupação céltica de Roma prosseguia sem surpresas até que encontraram uma frente de resistência inusitada liderada por Quintus Suplicius montada por uns parcos remanescentes do front da Batalha de Allia e citadinos que escolheram como seu derradeiro refúgio o monte Capitólio para lutar contra os invasores.

Tradicionalmente é invocada uma suposta condição heróica a esta resistência romana, porém, o fato é que a grande parte da população e mesmo até soldados preferiram fugir a ficar em Roma a espera dos celtas. Deste modo não restava alternativa aos que ficaram em Roma senão organizar meios de sobreviver da melhor maneira a invasão.

Neste mesmo sentido a escolha do monte Capitólio não teria sido bem pelo fato dali estar situado o Senado, isto é, a motivação por detrás não tinha nada de fundo cívico e sim algo bem pragmático já que estrategicamente por sua geografia constituía uma posição mais facilmente defensável com um reduzido contingente militar e também o mais fácil de subir até o topo por ser a mais baixa das sete colinas que circundam Roma. (os demais são Quirinale, Viminale, Esquilino, Celio, Aventino e Palatino)

Por mais impressionante que pareça o monte Capitólio terminou ficando incólume a investida céltica, isto enquanto todo o resto de Roma sucumbia ao ataque, sobrando como alternativa a Breno no comando dos celtas a levantar cerco enquanto do lado romano barricadas improvisadas eram construídas da base até o topo da colina de modo a deter qualquer avanço.

A estratégia romana revelou-se triunfante, já que se em algumas horas os celtas haviam sido bem sucedidos na invasão a Roma por outro lado a resistência articulada no monte Capitólio foi capaz de durar meses a fio sem que nenhum controle militar céltico fosse definido naquela região.
Os gansos

Não imaginem algo de ´épico´ na série de combates travados entre celtas e romanos no monte Capitólio, já que tudo consistia em sucessivas tentativas dos celtas avançarem na surdina para abrirem brecha atrás das linhas de defesa romana para que o grosso da tropas pudessem atacar.

Por seu lado aos romanos restava jogar pedras, flechas e o que mais tivessem a mão sobre quem tentasse subir a colina. (por vezes rechaçando na base de combate corporal mesmo) De toda maneira eventos curiosos ocorreram, ora se não vejamos:

Reza uma lenda famosa, por exemplo, de que numa destas investidas dos celtas feitas no meio da noite ao monte Capitólio foram os gansos que alertaram com seu grasnar sobre o ataque de modo a salvarem os romanos da derrota certa.

Conta-se que em retribuição, apesar de estarem passando fome e à custa mesmo do uso de seus minguados víveres, os romanos alimentaram estas aves salvadoras durante todo o tempo de duração do cerco.

Aliás, a situação dos celtas também não era das mais animadoras já que não estavam preparados para aquele longo cerco que se seguiu ao monte Capitólio.
Não tardou muito tempo para também os celtas, como romanos acossados na colina, ficarem famintos, sofrerem por falta de abrigo e finalmente doentes na medida em que pouca coisa sobrou de pé em Roma após o ataque inicial.

Uma guerra sem-fim

De toda maneira como a questão tático-militar ali relevante para os romanos era vencer no cansaço não por menos faziam de tudo para propositalmente irritar seus inimigos de cerco tal como jogar pedaços de pão, mesmo excrementos, gritando obscenidades e etc no sentido de quebrar o brio celta.

Mesmo com todas as dificuldades nem um lado e nem outro cederam em sua posição, ficando aquela batalha numa situação de xeque sem-fim onde cada avanço céltico num dia representava um rechaço romano responsável por um recuo celta à posição original.
A situação de toda maneira em linhas gerais ia de mal a pior para ambos os lados do campo de batalha, sem que um desenlace ocorresse para dar um ponto final a aquela guerra.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

what???

3:40 PM  

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